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Encontrar o amor numa app
Sem fotos, sem swipe e sem notificações. Como funciona isto de lançar uma garrafa ao mar e porque, quem sabe, talvez seja aqui.
· This is my message
Sejamos honestos: andas há um bom bocado a deslizar caras e já não sabes se procuras alguém ou se estás a jogar às paciências. Aqui não há caras. Há mensagens em garrafas.
Funciona assim, em quatro remadas
- Lanças a tua garrafa. Escolhes um rótulo (um desenho, não uma foto), respondes a 50 perguntas sobre como és, como amas e o que procuras, e escreves umas linhas tuas. Uns 12 minutos. Menos do que dura um mau primeiro encontro.
- Deixa-la flutuar. A tua garrafa navega por um mar imaginado e tu vês com quem encaixas e em que percentagem. As respostas de cada pessoa nunca se veem: só o resultado. Os teus inegociáveis pesam mais do que o resto.
- Leem-se antes de falar. Se uma garrafa te chama, propões-lhe cartas: 28 perguntas imaginativas, das quais cada um responde a 10. Leem-se uma a uma. Se metade ou mais te convencerem, podes aprovar.
- Se as duas pessoas aprovarem, abre-se o chat. Senão, fica em pausa. Sem avisos, sem explicações constrangedoras, sem dramas.
Primeiro, como pensa. Depois, como sorri.
Escolhe o teu plano
- Plano curioso. Lanças a garrafa só para veres a tua percentagem com os outros. Sem compromisso.
- Plano paciente. Deixa-la flutuar e voltas de vez em quando. Não te enviamos notificações: o mar demora o que demora, mas traz coisas.
- Plano corajoso. Propões cartas, respondes com sinceridade e atiras-te de cabeça à conversa.
- Plano Tlim! Às vezes, duas garrafas compatíveis passam a menos de 20 km uma da outra e chocam (no máximo, uma vez por dia). Vais vê-lo no teu mapa. Não muda a percentagem: é só uma desculpa para reparares.
O que não vais encontrar
Fotos, likes às cegas, scroll infinito, notificações viciantes ou algo para descarregar. Também não te pedimos o e-mail, e a tua garrafa não aparece no Google. É grátis: garrafa, afinidade, cartas e mensagens.
O que vais encontrar
Gente que tirou 12 minutos para te contar como é. Isso já diz muito.
Se funciona? As apps não apaixonam ninguém: quem apaixona são as pessoas. Isto só tenta fazer com que se encontrem pelo que importa. E quem sabe, talvez seja aqui.